Mostrando las entradas con la etiqueta samba. Mostrar todas las entradas
Mostrando las entradas con la etiqueta samba. Mostrar todas las entradas

miércoles, 12 de junio de 2013

Trem das onze

Composición: Adoniran Barbosa
Interpretación: Gal Costa

Não posso ficar
nem mais um minuto com você,
sinto muito amor
mas não pode ser,
moro em Jaçanã,
se eu perder esse trem
que sai agora às onze horas
só amanhã de manhã.

E além disso mulher
tem outra coisa,
minha mãe não dorme
enquanto eu não chegar,
sou filho único,
tenho minha casa pra olhar...

Cas cas cas cas cas cas
Quaiscalingudum
Quaiscalingudum
Quaiscalingudum



..............................
Magnífica interpretación (final de los 60, supongo) del samba más famoso de Brasil, en la entonces joven y todavía más espectacular voz de Gal.

domingo, 21 de abril de 2013

Tiro ao álvaro

Composición: Adoniram Barbosa
Interpretación: Adoniram Barbosa y Elis Regina

de tanto levá 
frechada do teu olhar
meu peito até 
parece sabe o quê?
táubua 
de tiro ao álvaro
não tem mais onde furá

teu olhar mata mais do que bala de carabina
que veneno estricnina
que peixeira de baiano
teu olhar mata mais que atropelamento de automóver
mata mais 
que bala de revórver


..............................
Este samba, uno de los más representativos de la música popular brasileña, fue compuesto por Barbosa en 1960 y grabado junto a Elis en el disco homónimo de 1980, un año antes de la muerte de ambos.

domingo, 7 de abril de 2013

Vá cuidar de sua vida

Itamar Assumpção

vá cuidar de sua vida
diz o dito popular
quem cuida da vida alheia
da sua não pode cuidar

(BIS)

O negro cantando samba
era coisa feia
esse é negro é vagabundo
joga ele na cadeia
hoje o branco tá no samba
quero ver como é que fica
todo mundo bate palma
quando ele toca cuíca

Negro jogando pernada
negro jogando rasteira
todo mundo condenava
uma simples brincadeira
e o negro deixou de tudo
acreditou na besteira
hoje só tem gente branca
na escola de capoeira

Negro falava de umbanda
branco ficava cabreiro
fica longe desse negro
esse negro é feiticeiro
hoje o preto vai à missa
e chega sempre primeiro
o branco vai pra macumba
e já é babá de terreiro




....................................
Del disco Pretobrás, 1998.

domingo, 22 de julio de 2012

Expresso 2222

Gilberto Gil

Começou a circular o expresso 2222
que parte direto de Bonsucesso pra depois.

Começou a circular o expresso 2222
da central do Brasil,
que parte direto de Bonsucesso
pra depois do ano 2000.

Dizem que tem muita gente de agora
se adiantando, partindo pra lá,
pra 2001 e 2 e tempo afora,
até onde essa estrada do tempo vai dar,
do tempo vai dar, menina, do tempo vai...

Segundo quem já andou no expresso,
lá pelo ano 2000 fica a tal
estação final do percurso-vida,
na terra-mãe concebida,
de vento, de fogo, de água e sal
ô, menina, de água e sal...

Dizem que parece o bonde do morro
do Corcovado daqui,
só que não se pega e entra e senta e anda
o trilho é feito um brilho que não tem fim,
oi, que não tem fim, ô, menina, que não tem fim.

Nunca se chega no Cristo concreto
de matéria ou qualquer coisa real,
depois de 2001 e 2 e tempo afora,
o Cristo é como quem foi visto subindo ao céu,
subindo ao céu,
num véu de nuvem brilhante subindo ao céu.

................................
Del LP del mismo nombre, grabado en 1972.

lunes, 7 de marzo de 2011

Vai passar

Letra: Chico Buarque
Composición: Chico Buarque y Francis Hime

Vai passar nessa avenida um samba popular,
cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
ao lembrar que aqui passaram sambas imortais,
que aqui sangraram pelos nossos pés,
que aqui sambaram nossos ancestrais.
Num tempo -página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
das nossas novas gerações,
dormia a nossa pátria mãe tão distraída,
sem perceber que era subtraída
em tenebrosas transações;
seus filhos erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes
erguendo estranhas catedrais,
e um dia, afinal, tinham direito a uma alegria fugaz,
a uma ofegante epidemia que se chamava Carnaval,
o Carnaval, o Carnaval.
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos,
o bloco dos napoleões retintos
e os pigmeus do boulevard,
meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
a evolução da liberdade até o dia clarear.
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará,
o estandarte do sanatório geral vai passar!
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
o estandarte do sanatório geral... vai passar.


 ..............................
Hablando del Carnaval...