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jueves, 16 de febrero de 2017

Acá entre nós: 12 tuits sobre la salida del aire de CNN en Venezuela

@planetaencrisis

Rechazo y lamento el retiro de CNN en español de la parrilla de canales de mi proveedora de TV.

Me parece una medida equivocada y considero que no hay nada que la justifique.

Es cierto que los medios de comunicación son brazos políticos de grandes intereses económicos y políticos. Y que son muy influyentes.

Es cierto que las grandes empresas trasnacionales de la información, como actores que son, se posicionan contra los intereses contrarios.

Es cierto que todos los medios tienen una "línea editorial" que es política, y que muchos de ellos tergiversan los hechos mediante el discurso.

Pero aun todas estas certezas no le dan el derecho a nadie a impedir que los medios de comunicación transmitan sus mensajes.

Estar informados es un derecho de las personas, más hoy en día. Yo diría que es una necesidad básica, como alimentación y salud.

No es prohibiendo la transmisión de un canal que se evitarán los ataques políticos de los medios. Ellos forman parte del juego político.

El Poder Ejecutivo debe velar por estándares legales de contenido, no arrogarse juicios morales e ideológicos que no respetan la diversidad.

Si hubo un tratamiento indebido de la información en un caso puntual, debe ser tratado por los canales legales correctos.

El amarillismo no es un motivo de silenciamiento. La falta de objetividad, aunque ofenda, no autoriza a acallar un medio.

Decidir sin debido proceso va contra la democracia y el contrato social. Es ilegal, es arbitrario. No puede justificarse.

sábado, 28 de mayo de 2011

Ele me deu um beijo na boca

Caetano Veloso

Ele me deu um beijo na boca e me disse:
a vida é oca como a touca de um bebê sem cabeça,
e eu ri à beça,
e ele, como uma toca de raposa bêbada,
e eu disse: chega da sua conversa de poça sem fundo,
eu sei que o mundo
é um fluxo sem leito e é só no oco do seu peito
que corre um rio;
mas ele concordou que a vida é boa,
embora seja apenas a coroa,
a cara é o vazio,
e ele riu e riu e riu e ria;
eu disse: basta de filosofia,
a mim me bastava que um prefeito desse um jeito
na cidade da Bahia,
esse feito afetaria toda a gente da Terra
e nós veríamos nascer uma paz quente,
os filhos da Guerra Fria,
seria um antiacidente,
como uma rima
desativando a trama daquela profecia
que o Vicente me contou
segundo a astronomia,
que em novembro do ano que inicia
sete astros se alinharão em Escorpião como só no dia
da bomba de Hiroshima;
e ele me olhou de cima e disse assim pra mim:
Delfim, Margareth Tatcher, Menahen Begin,
política é o fim.
E a crítica que não toque na poesia.
O Time Magazine quer dizer que os Rolling Stones já não cabem no mundo
do Time Magazine,
mas eu digo (ele disse) que o que já não cabe é o Time Magazine
no mundo dos Rolling Stones, forever rockin’and rollin’.
Por que forjar desprezo pelos vivos
e fomentar desejos reativos?
Apaches, punks, existencialistas, hippies, beatniks de todos os tempos,
uni-vos!
E eu disse: sim, mas sim, mas não, nem isso,
apenas alguns santos, se tantos, nos seus cantos
e sozinhos.
Mas ele me falou: você tá triste
porque a tua dama te abandona e você não resiste
quando ela surge,
ela vem e instaura o seu cosmético caótico,
você começa a olhar com olho gótico de cristão legítimo,
mas eu sou preto, meu nego,
eu sei que isso não nega e até ativa o velho ritmo mulato
e o leão ruge.
O fato é que há um istmo entre meu Deus e seus deuses,
eu sou do clã do Djavan,
você é fã do Donato e não nos interessa a tripe cristã
de Dilan Zimmermman.
Ele ainda diria mais,
mas a canção tem que acabar e eu respondi:
o Deus que você sente é o Deus dos santos,
a superfície iridescente da bola oca;
meus deuses são cabeças de bebês sem touca.
Era um momento sem medo e sem desejo,
ele me deu um beijo na boca
e eu correspondi àquele beijo.



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Del LP Cores e nomes, 1982. Finalmente pude postear esta música que, aunque Ud. no lo crea, ESTUVO BLOQUEADA DURANTE MESES PARA VENEZUELA POR UNIVERSAL MUSIC GROUP. Durante ese tiempo inútilmente intenté ver los videos en YouTube y escucharla en los sites en que aparecía. ¿Qué tal? Tal vez esta crítica furibunda haya servido para alguna cosa... Pero lo cierto es que el poder de estas trasnacionales de la música debe darle envidia a China, Irán, Arabia Saudita o a cualquier país de esos que acaparan noticias por cuenta de su falta de libertad de expresión... ¿Que una empresa no es un país? Cierto. Un solo país le queda chiquito a estos monstruos...