Aguinaldo venezolano del siglo XIX
Interpretación: Orfeón Lamas
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La Navidad es un tiempo de reencuentro, especialmente con la familia, a quien uno apenas le da el valor que realmente tiene, y con uno mismo, porque es cuando ponemos en perspectiva nuestra vida y nuestras decisiones. En ese reencuentro, nada más natural que recordar la niñez, el tiempo más feliz y perfecto para la mayoría de las personas. En mi caso, los aguinaldos venezolanos del siglo XIX poblaron de imágenes e historias las Navidades de mi niñez, algo por lo cual le estoy inmensamente agradecida a mis abuelos.
Belchior Há tempo, muito tempo que eu estou longe de casa e nessas ilhas cheias de distância o meu blusão de couro se estragou. Ouvi dizer num papo da rapaziada que aquele amigo que embarcou comigo cheio de esperança e fé já se mandou. Sentado à beira do caminho prá pedir carona tenho falado à mulher companheira: quem sabe lá no trópico a vida esteja a mil. E um cara que transava à noite no Danúbio Azul me disse que faz sol na América do Sul e nossas irmãs nos esperam no coração do Brasil. Minha rede branca, meu cachorro ligeiro Sertão, olha o Concorde que vem vindo do estrangeiro, o fim do termo "saudade" como um charme brasileiro de alguém sozinho a cismar. Gente de minha rua como eu andei distante, quando eu desapareci ela arranjou um amante, minha normalista linda, ainda sou estudante da vida que eu quero dar. Até parece que foi ontem minha mocidade com diploma de sofrer de outra universidade, minha fala nordestina, quero esquecer o francês. E vou viver as coisas novas que também são boas, o amor, humor das praças cheias de pessoas, agora eu quero tudo, tudo outra vez.
............................. Incluida en el LP Era uma vez um homem e seu tempo (1979), esta canción marcó mi juventud a fines del siglo XX en Brasil, país que me acogió como segunda patria y al que pertenece un inmenso pedazo de mi corazón. Al escucharla hoy siento que sus líneas cobran nuevos significados. R.I.P. para este poeta inolvidable.
De Poemas y antipoemas, 1954. Quisiera dedicar estos versos a mi tía Ana Giogonda, que ayer dejó su casa para irse a caminar otra vez por las calles de su natal pueblito en el desierto, calles del pasado, de la memoria, de lo que nunca dejará de ser porque está escrito en el libro de la vida y de la muerte. Y a mi madre, que hoy la llora.